O que têm os candidatos a dizer sobre isto?
Seria bom que se pronunciassem.
Joaquim Sá
Ver em:
http://um-novosdesafios.blogspot.com/2009/09/as-candidaturas-sobrevoam-dimensao-da.html
É necessário transformar a submissão e o medo numa atitude emancipada. Aos que acreditam numa universidade alicerçada na opressão, na injustiça e na privação da liberdade dizemos: esse é o caminho para fazer da Universidade do Minho uma caricatura. Por isso, este espaço público tem como objectivo criar um movimento de promoção da dignidade e da qualidade da existência humana dentro da UM. E assim se realizará todo o potencial criativo e produtivo da instituição. Bem-vindas as vozes sem voz.
E prossegue a informação nestes termos:
Conforme aqui demos conta, pelo Despacho RT-46/2009, de 31 de Julho, o Reitor da Universidade do Minho aprovou um novo Regulamento Orgânico dos Serviços de Acção Social.
Pese embora não estar ainda constituído o Senado Académico, órgão ao qual competirá pronunciar-se sobre os Estatutos dos SAS, e antecipando-se à criação deste órgão, somos confrontados com um novo Regulamento cuja alteração visa, afinal, passar (promover) todos os actuais Chefes de Divisão a Directores de Serviços.
Há muito se sabe que os Serviços de Acção Social da UM são um poder fáctico que se impõe à Academia, com pretensões de influenciar o jogo de poder em termos do governo da UM, facto bem visível nas últimas eleições para Reitor. A este propósito, o papel de constante alinhamento com a Reitoria dos representantes dos estudantes/membros da Associação Académica, nos vários órgãos em que estão presentes, suscitam as maiores interrogações sobre as suas verdadeiras motivações. [Quatro estudantes no Conselho Geral (de uma mesma lista), num total de 23, é uma representação manifestamente excessiva.]
Importa ainda saber onde estão a sede de comando e os executores da vigilância e manipulação electrónica, que enviam mensagens apócrifas intimidatórias para certos docentes (já recebi duas; há dias um outro colega deu conhecimento de uma outra), que montam acções de terrorismo electrónico dirigidas a toda a academia para denegrirem colegas, e que simulam sondagens fantasma dirigidas a toda a academia, como aconteceu nas recentes eleições para o Conselho Geral. Este controlo, vigilância e intimidação sem rosto, é uma situação perturbadora da vida académica e gravemente atentatória dos direitos das pessoas. Urge investigar e punir os responsáveis em conformidade com a lei.
Cabe perguntar:
- Que interesses se movem nesta deliberação de última hora, antecipando-se o procedimento normal de submissão de Regulamento Orgânico do SAS ao Senado Académico?
- Por que razão não está ainda constituído o Senado Académico?
- Como é que se justifica que o SAS tenha praticamente o mesmo número de Directores de Serviços que toda a restante estrutura da UM?
- Nesta confusão de águas turvas em que vivemos que órgãos tem legitimidade para governar a UM?
Finalmente uma chamada de atenção!