quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Assegurar o poderio do SAS na UM: decisões de afogadilho à última hora!

De acordo com informação veiculada no blog Universidade em Mudança ( http://www.umparatodos.com/ ) o

NOVO REGULAMENTO ORGÂNICO DOS SERVIÇOS DE ACÇÃO SOCIAL
PASSA TODOS OS CHEFES DE DIVISÃO A DIRECTORES DE SERVIÇOS

E prossegue a informação nestes termos:

Conforme aqui demos conta, pelo Despacho RT-46/2009, de 31 de Julho, o Reitor da Universidade do Minho aprovou um novo Regulamento Orgânico dos Serviços de Acção Social.

Pese embora não estar ainda constituído o Senado Académico, órgão ao qual competirá pronunciar-se sobre os Estatutos dos SAS, e antecipando-se à criação deste órgão, somos confrontados com um novo Regulamento cuja alteração visa, afinal, passar (promover) todos os actuais Chefes de Divisão a Directores de Serviços.

[…]

Os anteriores Regulamentos Orgânicos foram sempre aprovados pelo Plenário do Senado Universitário – contrariamente a este – em Maio de 2000, (em 2003), e em 26 de Abril de 2004, prevendo-se que os diferentes serviços dos Serviços Acção Social fossem coordenados por chefes de divisão ou técnicos superiores.

Os Serviços de Acção Social da Universidade do Minho, por outro lado, ficam deste modo, com um número de Directores de Serviços praticamente da mesma ordem de grandeza de toda a estrutura da Universidade, em geral, que dispõe, actualmente, de oito Directores de Serviços (...), para uma diversidade e número de trabalhadores muito superior, e como uma complexidade de estrutura bem distinta.

Comentário:

Há muito se sabe que os Serviços de Acção Social da UM são um poder fáctico que se impõe à Academia, com pretensões de influenciar o jogo de poder em termos do governo da UM, facto bem visível nas últimas eleições para Reitor. A este propósito, o papel de constante alinhamento com a Reitoria dos representantes dos estudantes/membros da Associação Académica, nos vários órgãos em que estão presentes, suscitam as maiores interrogações sobre as suas verdadeiras motivações. [Quatro estudantes no Conselho Geral (de uma mesma lista), num total de 23, é uma representação manifestamente excessiva.]

Importa ainda saber onde estão a sede de comando e os executores da vigilância e manipulação electrónica, que enviam mensagens apócrifas intimidatórias para certos docentes (já recebi duas; há dias um outro colega deu conhecimento de uma outra), que montam acções de terrorismo electrónico dirigidas a toda a academia para denegrirem colegas, e que simulam sondagens fantasma dirigidas a toda a academia, como aconteceu nas recentes eleições para o Conselho Geral. Este controlo, vigilância e intimidação sem rosto, é uma situação perturbadora da vida académica e gravemente atentatória dos direitos das pessoas. Urge investigar e punir os responsáveis em conformidade com a lei.

Cabe perguntar:

- Que interesses se movem nesta deliberação de última hora, antecipando-se o procedimento normal de submissão de Regulamento Orgânico do SAS ao Senado Académico?

- Por que razão não está ainda constituído o Senado Académico?

- Como é que se justifica que o SAS tenha praticamente o mesmo número de Directores de Serviços que toda a restante estrutura da UM?

- Nesta confusão de águas turvas em que vivemos que órgãos tem legitimidade para governar a UM?


Finalmente uma chamada de atenção!


Já foram anuladas pelos Tribunais Administrativos quatro nomeações de dirigentes de serviços na UM. Não é um bom augúrio quanto ao destino destas decisões em sede de regulamento.

A não perder de vista também as duas auditorias do Tribunal de Contas à UM, cujos resultados são verdadeiramente lastimáveis.

sábado, 5 de setembro de 2009

Congresso Ibérico ENSINO SUPERIOR EM MUDANÇA: TENSÕES E POSSIBILIDADES

Caro(a) colega,

O congresso ibérico ENSINO SUPERIOR EM MUDANÇA: TENSÕES E POSSIBILIDADES enquadra-se nas actividades da Linha de Investigação Ensino Superior: Imagens e Práticas, do Centro de Investigação em Educação da Universidade do Minho. Tem como finalidade central criar um espaço de debate sobre mudanças em curso no ensino superior:

… problemas, dilemas, paradoxos, desafios (mudar o quê e porquê?)
… direcções (mudar para quê?)
… possibilidades, condições, estratégias (mudar como?)
… obstáculos, constrangimentos, resistência (mudar até onde?)

Com incidência na mudança, poderemos debater temas diversos: políticas e reformas; desenho curricular; ensino, aprendizagem, avaliação; formação docente; investigação; gestão e liderança académica; extensão/serviço à comunidade e parcerias; avaliação da qualidade; relações profissionais e ambiente de trabalho…

Poderá submeter uma proposta de comunicação até 23 de Outubro de 2009, apresentando um texto de 2500 a 3000 palavras (em Português ou Espanhol; ver normas na página web [ http://www.iep.uminho.pt/ensino.superior ]. Os textos aceites serão publicados nas actas do congresso, após revisão de acordo com as sugestões da Comissão Científica. O parecer de aceitação será enviado aos autores até 30 de Novembro de 2009.

As comunicações serão organizadas em mesas temáticas, seguindo um formato de apresentação breve (10-15 minutos) seguida de debate. Haverá espaços plenários de reflexão conjunta sobre temas do congresso.

As inscrições têm início em Setembro de 2009 e serão feitas por E-mail, em formulário a disponibilizar na página web do congresso.Serão aceites por ordem de chegada (máximo estimado de participantes: 200).

Contamos com a sua participação e agradecemos a sua colaboração na divulgação deste congresso!

Comissão Organizadora:

Flávia Vieira (coord.), Ana Amélia Carvalho, Assunção Flores, Isabel Viana, José Carlos Morgado, José Luís Silva, Lia Raquel Oliveira, Maria Alfredo Moreira, Marlène da Silva e Silva, Natascha van Hattum, Palmira Alves
(Instituto de Educação e Psicologia, Universidade do Minho)

terça-feira, 1 de setembro de 2009

As notícias que correm e as eleições para Reitor da UM

Segundo o blog GRANDE PORTO
(http://www.grandeportoonline.pt/catalog/product.do?productId=d1dc549922c0c9660122dffef66e007b&hasFlash=no ):

A auditoria do Tribunal de Contas à Universidade do Minho (UM), relativa a 2007, (...) gerou uma certa apreensão junto de potenciais candidatos ao órgão máximo daquela instituição. Uma dessas personalidades, que preferiu manter o anonimato e que estuda a possibilidade de concorrer ao acto eleitoral de 7 de Outubro, adiantou ao GRANDE PORTO que “o relatório do TC só vem confirmar os equívocos vários no modo como a universidade tem sido governada nos últimos anos” e que esta situação pode “fazer recuar putativos candidatos nas suas intenções". A mesma fonte, que faz parte do corpo docente na UM, acredita ainda que se vier a ser eleito, no caso de avançar para a corrida eleitoral, terá “muito trabalho pela frente, não só para reorganizar alguns sectores fundamentais da universidade”, como para impor regras que ponham fim “a um certo desleixo que tem havido na organização e no funcionamento” da instituição.

Ainda segundo o GRANDE PORTO:

O único candidato até agora confirmado, António Cunha, presidente da Escola de Engenharia da UM, prefere desvalorizar as críticas apontadas pelo TC. “São pequenos reparos a alguns procedimentos que não estariam completamente correctos. Não é apontado nada de muito grave relativamente à gestão menos correcta da instituição”, explica António Cunha, que na semana passada suspendeu o lugar no Conselho Geral para poder concorrer às eleições de Outubro.

MAIS NOTÍCIAS SOBRE A GOVERNAÇÃO DA UM!

Ontem o Diário do Minho dedicava duas páginas inteiras ao Relatório do Tribunal de Contas à Auditoria à UM (ver resumo em http://pralemdazurem.blogspot.com/ ).

Ontem, também a RTP pôs no ar a notícia que se pode ouvir em:

http://tv1.rtp.pt/noticias/?t=Tribunal-de-Contas-acusa-gestores-da-Universidade-do-Minho-de-irregularidades.rtp&headline=46&visual=9&article=275210&tm=8

Neste mesmo link pode ainda ler-se:

Tribunal de Contas acusa gestores da Universidade do Minho de irregularidades
(...) A Antena 1 teve acesso ao relatório do Tribunal, que detectou despesas e pagamentos ilegais ordenados pelos gestores da instituição de ensino superior. A jornalista Ana Gonçalves explica que só em ajudas de custa estão em causa mais de 80 milhões de euros. Confrontada com o teor deste relatório pela Antena 1, a Universidade do Minho enviou como resposta um documento de três páginas, onde, no essencial, se diz que os problemas detectados pelo Tribunal de Conta são apenas de forma e não de conteúdo.

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Responsabilização!

No seu Relatório de Fiscalização da Empreitada de Construção da Escola de Ciências da Saúde, o Tribunal de Contas preconiza medidas de responsabilização. No resumo do Relatório em

Os trabalhos adicionais, que foram considerados ilegais pelo Tribunal de Contas (objecto dos contratos adicionais, n.ºs 1, 2 e 3) foram aprovados pelo Conselho Administrativo em 2006 e em 2007, nos montantes de €359.275,90 (1.º Adicional), €47.318,58 (2.º Adicional) e €79.183,04 (3.º Adicional), com o voto favorável de todos os seus membros. Estes responsáveis incorrem em responsabilidade financeira, implicando a sua eventual condenação o pagamento de multa, de valor a fixar pelo Tribunal.

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Isto não é nada bom para a UM!

O Tribunal de Contas (TC) detectou irregularidades na construção do edifício da escola de Ciências da Saúde da Universidade do Minho (UM). Durante a obra foram contratados trabalhos a mais de quase meio milhão de euros. A obra foi adjudicada, em 2005, por 13,4 milhões de euros, mas quando ficou concluída, três anos depois, o valor final ascendia a mais de 16 milhões.

A notícia continua no Jornal Público de hoje:

http://jornal.publico.clix.pt/noticia/28-08-2009/tc-detecta-novas-irregularidades-na-universidade-do-minho-17665960.htm

Como se pode compreeder que a informação disponível suscite dúvidas sobre se a vistoria das obras contou com a particiapção de um engenheiro civil?

Estamos perante uma situação em que as notícias desprestigiantes para a Universidade do Minho, designadamente as que decorrem de decisões dos Tribunais Administrativos (quatro) e de auditorias do Tribunal de Contas (duas), se sucedem em catadupa. Isto é a demonstração da enorme falácia do pensamento instituído nos últimos anos, segundo o qual as perspectivas críticas e divergentes são apanágio dos inimigos da Universidade do Minho.

É o contrário:

A VISÃO CRÍTICA PREVINE O ERRO E CONTRIBUI PARA AS MELHORES SOLUÇÕES DE INTERESSE GERAL!

Mas será que esta sucessão de notícias já não nos causa indignação e perplexidade?

Será que isto é já a "normalidade" perante a qual ficamos indiferentes?

Esperemos bem que até 10 de Setembro se apresentem candidatos a Reitor que dêem à Academia uma palavra sobre estas situações. Candidatos que nos apresentem uma visão programática de mudança, de renovação e de recuperação de uma imagem pública de maior prestígio e respeito da Universidade do Minho.

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

COMO ELIMINAR PROFESSORES CRÍTICOS E "INCONVENIENTES"? Há um método infalível!

http://arts.uwaterloo.ca/~kwesthue/elimprof.htm
ELIMINATING PROFESSORS
A Guide to the Dismissal Process
Kenneth Westhues

Por que razão se escreve um livro de instruções sobre como podem os dirigentes académicos eliminar um professor? O título é um truque de retórica. O que o autor faz é descrever-nos como isso realmente se faz, tendo por base muitos estudos de caso. E o modo como isso se faz é muito assustador, sendo um processo em que a verdade conta muito pouco. O objectivo fundamental é expulsar o professor-alvo, e a informação é usada e distorcida para alcançar esse objectivo. (…) Este livro presta um grande serviço pela forma como demonstra com inegável rigor o modo como os dirigentes podem usar de forma corrupta determinada informação para demitir professores que não merecem esse destino. Para os que acreditam que estes processos são de um modo geral justos nas universidades, este livro é especialmente recomendável. A sua leitura ajuda a abrir os olhos.

Russell Eisenman, Department of Psychology, University of Texas — Pan American, book review in The Journal of Information Ethics, 2001.

Com a publicação deste livro e a subsequente investigação sobre o tema, Westhues criou um novo campo na sociologia. (…) Num estilo de língua afiada, o livro oferece aos dirigentes académicos, os “conselhos” a seguir, passo a passo, para se verem livres de um professor incómodo chamado Dr. PITA (Pain In The Ass – numa tradução livre eu diria Crítico e "Inconveniente"). (…) O firme propósito do(s) dirigente(s) passa a ser exercer pressão e ameaçar todos os que estão por perto do professor-alvo, que têm como preocupação fundamental conservar o seu emprego e o seu salário.

David S. Clarke, Professor of Management of Technology, Southern Illinois University, and Editor, Knowledge, Technology, and Society, in his weekly e-newsletter, 2003.

Eliminating Professors é uma discussão inteligente, satírica e catártica sobre os frequentes e tenebrosos processos de eliminação vividos por professores competentes no Ensino Superior. (…) O “conselho” que Westhues dá aos dirigentes não é tanto o de intimidar quem se revolta no campus; ele considera que o melhor aliado dos administradores é o pânico moral imposto à vítima. O ponto-chave está em fazer a sua gestão.

Courtney Welch, Coordinator of Student Programs, Texas Women's University, book review in Teachers and Teaching: Theory and Practice, 2001.

É bem sabido que as universidades (...) dão suporte a reprováveis tiranos, cheios de uma pomposa diletancia, que, apoiando-se numa insuportável, obtusa e indecifrável burocracia (…) trabalham sem piedade para torturar pessoas competentes. Westhues, um professor premiado, sofreu duramente as consequências da perseguição. Miraculosamente, ele apresenta-nos uma desapaixonada análise das forças que sobre ele se abatiam, enquanto esperava que o pelotão de fuzilamento recebesse a ordem para sobre ele descarregar as munições das suas armas.

Gary Namie, Western Washington University, co-founder of the International Campaign Against Workplace Bullying and co-author of The Bully at Work.

Os capítulos do livro (…) alternam entre o ”suspense” da narrativa do caso do próprio Westhues, sufocado na tortura de um processo de recurso exasperante, e os capítulos de “como fazer”, que, presume o leitor, são escritos com uma voz intensamente irónica e ao mesmo tempo muito verdadeira.

David W. Leslie, Chancellor Professor of Education, The College of William and Mary, book review in The Journal of Higher Education, 2000.