segunda-feira, 30 de março de 2009

PODEM PASSAR MIL ANOS...!

Na sequência de incidentes do costume... (desta vez, desde 22 de Outubro de 2008), - que me levaram a ficar sem condições físicas e psíquicas para trabalhar, e tornaram insuportável a minha permanência no local de trabalho - vi-me recentemente forçado a recorrer à baixa-médica por cerca de um mês. Esta situação tem a ver com a sistemática obstrução a projectos académicos que tento concretizar. Podem passar mil anos, mas eu jamais aceitarei viver na Universidade do Minho submetendo-me a esta prepotência - é estranho que seja tão difícil entender-se que negar o pensamento é uma forma de mutilação da existência.

Está em curso um novo Inquérito da Inspecção Geral da Ciência e Ensino Superior na UM. Nas presentes circunstâncias considerei oportuno reeditar o seguinte texto:

LIBERDADE DE CRIAÇÃO: O ANTÍDOTO PARA O NOSSO ATRASO!

No dia 1 de Janeiro de 2008, dava eu a conhecer este blog a toda a academia minhota, movido pelo irreprimível impulso pessoal de afirmar o direito à Liberdade na Universidade do Minho.Não é de Liberdade em abstracto que eu falo, mas, desde logo, da Liberdade de eu próprio realizar um trabalho académico de profundo comprometimento com a transformação da qualidade de ensino no 1º ciclo do Ensino Básico, iniciado há duas décadas (ver blog aqui ao lado: http://geniociencia.blogspot.com/ ). A realidade educativa por mim conhecida no terreno das escolas, uma realidade parada no tempo, (à luz do que tinha sido há 30 anos a minha instrução primária), e, em contraste, a fascinante descoberta dos caminhos de um processo educativo fecundo e transformador, vivido com as crianças, impeliram-me na direcção de um trabalho apaixonado. E aí permaneci, tendo mais tarde compreendido melhor o que se passava comigo, ao ler Karl Popper:

(...) penso que só há uma caminho para a ciência ou para a filosofia, (...): encontrar um problema, ver a sua beleza e apaixonar-se por ele; casar e viver feliz com ele até que a morte vos separe - a não ser que encontrem um outro problema ainda mais fascinante, ou, evidentemente, a não ser que obtenham uma solução. Mas mesmo que obtenham uma solução, poderão então descobrir, para vosso deleite, a existência de toda uma família de problemas-filhos, encantadores ainda que talvez difíceis, para cujo bem estar poderão trabalhar com um sentido, até ao fim dos vossos dias. (Popper, 1989: 219).

E os sucessivos resultados dos estudos internacionais em literacia matemática, na língua e em ciências (colocando-nos sempre à volta do 30º lugar, num conjunto de cerca de 40 países), impunham em mim uma demanda maior nesse imperativo de consciência cívica que me impelia para a acção. Sim, porque também é possível as pessoas moverem-se por um princípio ético de compromisso com o interesse geral da comunidade a que pertencem. Todavia, uma surpreendente adversidade, metódica e sistemática, se opunha à realização de projectos e concretização de ideias, umas vezes por baixo da mesa, outras vezes de forma brutal, com graves sequelas para a minha saúde. Vinte anos de resistência a acções persecutórias, sem a qualquer acção institucional, perante dezenas de queixas, participações e apelos, está para além das forças de qualquer ser humano. Comecei então a tentar compreender o que se passava para lá das explicações mais visíveis e imediatas.

Confesso que durante muitos anos recusei a ideia de sermos um povo dotado de uma idiossincracia que nos diminui face aos restantes povos europeus. Recusava essa ideia com a mesma intensidade com que me entregava à realização do meu melhor em prol da educação. Todavia à medida que os anos de vida académica iam passando, essa minha convicção foi-se desvanecendo.

Havia que compreender por que motivo se fechavam as portas a projectos que, na minha boa-fé, tinham como motivação um sério comprometimento com o interesse público, designadamente a educação nos primeros anos de escolaridade?; por que motivo garantias de apoio, falhavam mais adiante, sem explicação?; por que motivo me confrontava com pareceres, uns capciosos, outros fraudulentos?; por que motivo se movem forças destrutivas de cada vez que estou tranquilo com uma trabalho relevante em mãos?; e por que motivo incentivos e apoios entusiásticos expressos, primeiro por escrito e depois no gabinete da 5 de Outubro, ao nível de Ministro da Educação ("rentabilizar este potencial da Universidade do Minho" - expressão utilizada na altura), vêm depois a ser sabotados, mais abaixo na hierarquia ministerial?

A primeira coisa que se tornou claro para mim foi que realizar um trabalho à margem da cultura educacional dominante era "inconveniente" e incómodo. Para entender melhor o fenómeno comecei a interessar-me mais pela História de Portugal e pela Filosofia. Em José Gil vejo que a noção de interesse público, como parte integrante do ser-se cidadão, é coisa escassa entre nós; é por isso que os poderes de pequenas figurinhas avaliam ideias e projectos, não em função do seu alcance social, mas em função de como interferem com o seu estatuto, prestígio e poder. Vejo com uma impressionante nitidez a forma como os poderes mesquinhos conflituam com o interesse geral.A Inquisição fez de Portugal um Estado religioso policial que perseguia ferozmente qualquer assomo de liberdade, quer do ponto de vista religioso (eventuais simpatias pelo movimento da Reforma Protestante), quer do ponto de vista político - os reis transformou-os a Igreja Católica em déspotas imorais, por via do Concílio de Trento (Antero de Quental).

Assim medrou entre nós a tradição e a “legitimidade” de marginalizar, ostracizar, perseguir e aniquilar pessoas de pensamento independente, desalinhadas de um sistema de poder vigente, bem como da cultura de que se alimenta esse sistema de poder [ ...numa acta, de 1990, ... - é extraordinário!].

Nesse caldo de cultura, os que prevaricam estão sempre lavados, branqueados ... Nada se inscreve, como diz o filósofo José Gil; ó isso já foi há muito tempo, costuma dizer-se, e pronto, não se fala mais no assunto. A lei não se aplica e o tempo limpa tudo na memória curta, fenómeno que se impõe pela necessidade de se anestesiar o desconforto moral das consciências. Ao injustiçado aponta-se facilmente o "defeito" de estar agarrado ao passado: que olhe em frente, diz-se. Mas, como olhar em frente se o tão esperado virar de página não acontece nunca, por mais esforços que se façam para arrancar a mágoa das entranhas e por melhor boa-vontade que se demonstre? Enganados ou enganosos conselhos esses! Não, o que a dolorosa experiência ensina é que a impunidade inscreve no futuro a continuação do passado de agressão e de injustiça.

Como os meus já sedimentaos 53 anos de idade, 20 dos quais na carreira académica (no meu percurso profissional há mais mundo para além da Universidade), eu aprendi que um determinado trabalho académico, feito com honestidade e sincera dedicação, pode gerar verdadeiro pavor em certas pessoas. E que esse pavor põe em marcha forças davastadoras inimagináveis, que se movem em surdina, de forma dissimulada, que raramente se mostram às claras. E aprendi que, na Universidade tão repetidamente dita humanista, a vida de um ser humano não vale um pataco furado, aos olhos de certas formas de exercer o poder universitário.Tudo isto convive na perfeição com a democracia formal das instituições e do país, e com o nosso Estado (dito de) Direito.

Os resultados de tudo isto são a tendência para o servilismo face aos poderes, a ausência de pensamento crítico e de ideias livres, a idolatria de pseudo-intelectuais, o imobilismo que faz do futuro a perpetuação do passado – e tudo isto é afinal o nosso atraso cultural, científico, económico e social. (A este propósito recomendo vivamente a leitura de Antero de Quental, 2008: Causas da Decadência dos Povos Peninsulares, com prefácio de Eduardo Lourenço).

É contra esta fatalidade de vivermos imersos num espesso nevoeiro - que nos tolda a visão nos sufoca as energias renovadoras -, feito de lamúria, medo, inveja, ciúme, falta de acção e audácia, que os espíritos livres devem erguer bem alto as suas vozes. E neste meu apelo estou certo de expressar o sentimento de milhares de pessoas que trabalham nas universidades portuguesas.

Ver Poderes e Estagnação Educacional no 1º Ciclo do Ensino Básico em http://www.portaldacrianca.com.pt/artigosa.php?id=74

domingo, 1 de março de 2009

NÃO PODEMOS ESMORECER!

Os trabalhadores não docentes têm demonstrado, a toda a academia, em processos eleitorais recentes, o seu sentido cívico, a sua lucidez e responsabilidade. É nesse caminho que devemos prosseguir. Não podemos esmorecer! Recuperando José Régio, cujos versos ontem pela manhã difundimos (“Cântico Negro”), hoje também dizemos que quando “as razões supremas são mordaças, grilhões, vendas, algemas /.../ A História principia onde eles põem: fim”

Excerto da tomada de posição da lista A dos funcionários não docentes, candidata ao Conselho Geral, sobre o indeferimento do Reitor quanto à pretensão de que os funcionários que trabalham na cidade, não tivessem que se deslocar a Gualtar para exercer o seu direito de voto, podendo votar nos Congregados.

Ver em http://www.umparatodos.com/index.php

O protagonismo oratório evidenciado nos debates pela lista A

Para uma lista [A] que se diz representante da cidadania dentro da Universidade, da democracia plena, da participação de todos nos destinos da UM, é estranho esta procura de protagonismo e (...) que ela se transforme numa espécie de culto da personalidade por parte dos outros membros da lista.

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

LISTA B: construir uma vontade da Academia para fazer face aos problemas importantes!

[Texto da lista B, subscrito pelo Professor José Vieira, divulgado ontem na rede lectrónica da UM]

Cara(o) Colega,

VOTE E EXIJA!

No dia 2 de Março de 2009 vote! Vote Lista B (era uma prova de confiança que nos agradaria) ou vote numa das outras duas listas, se for essa a sua vontade. Mas vote!

Vote e exija!

Exija que os eleitos lhe prestem contas do que farão no Conselho Geral. Este direito de exigir que os eleitos prestem contas não tem sido prática habitual. O habitual é eleger representantes e depois estes, uma vez empossados, ignorarem os eleitores até próximas eleições.

Veja o que se passou nas últimas eleições para a Assembleia Estatutária da UM. Elegemos representantes para elaborar e aprovar os Estatutos. Nessa aprovação estava em causa nomeadamente manter o sistema matricial (ou não), optar pela Fundação (ou não), descentralizar financeiramente (ou não) a estrutura da UM. Ora, era natural que os eleitos consultassem os eleitores sobre esses e outros assuntos mais importantes antes de decidir.

Isso até teria sido fácil e bastaria, por exemplo, utilizar um fórum ou um meio electrónico como este e fazer perguntas claras para auscultar a vontade das pessoas. Ora, os representantes eleitos para a Assembleia Estatutária e que estão agora bem representados nas listas A e C, nada disso fizeram. Não por acaso, essa tarefa foi feita, ainda que com relativa visibilidade, em sessões organizadas pelo grupo que deu origem a esta Lista B.

Entendemos que não deve ser assim. Entendemos que, depois de eleitos, temos o dever de consultar os eleitores e por isso fazemos as seguintes propostas que são compromissos nossos e ao mesmo tempo desafios às restantes listas.

ELEMENTOS EXTERNOS Como a primeira tarefa dos eleitos no dia 2 de Março de 2009 para o Conselho Geral é cooptar os elementos externos que deverão completar o órgão, então auscultaremos os eleitores sobre o perfil dos elementos externos que vamos escolher.

Justificação – Os elementos externos são muito importantes, pois são 6 dos 23 membros do Conselho Geral. Sabemos que temos de lidar com muito cuidado nesta matéria. Por isso, para não “queimar” nomes, perguntaremos apenas quem gostaria de ver no CG como membro externo. Não perguntaremos quem não gostaria de ver. Poderão surgir boas sugestões e devemos tê-las em conta.

POLÍTICA DO GOVERNO – Procuraremos estar atentos à política do Governo sobre as universidades e nomeadamente sobre a sua política financeira.

Justificação – O Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior e o Governo através dele não podem desconsiderar e tratar mal a UM sem o nosso firme protesto. Sempre que tal suceder, actuaremos com firmeza e saberemos tomar as atitudes mais adequadas à situação, ouvindo previamente os colegas.

PROBLEMAS IMPORTANTES – Levaremos a debate problemas importantes da Universidade que forem surgindo, convocando os eleitores para participar nessa discussão.

Justificação – Não podemos ignorar problemas que possam afectar, por acção ou omissão, a nossa Universidade. Dando um exemplo apenas: a Universidade do Porto e a Universidade de Aveiro, entre outras, passaram ou estão a pensar passar a Fundações. Propomo-nos abrir, de forma frontal, a discussão deste tema, procurando saber detalhadamente as vantagens e inconvenientes deste modelo de organização e queremos que todos tenham uma opinião fundamentada sobre este assunto.

SITUAÇÃO FINANCEIRA – Daremos a conhecer, detalhadamente, a actual situação financeira da Universidade do Minho.

Justificação – Uma Universidade que se queixa de não ter receitas para cobrir despesas mas que, ao mesmo tempo, não explica detalhadamente o seu orçamento total para 2009 nem o divulga, como devia, na página da net, não actua com a transparência devida. Temos o direito a uma informação completa.


Como daqui resulta, vamos para o Conselho Geral não para impor a nossa opinião mas para formar, ao longo destes próximos 4 anos, uma vontade da UM, ouvindo os seus professores e investigadores.

Contamos consigo!

Vote numa lista diferente! Vote na Lista B

Juntos podemos mudar a UM!


Saudações académicas

José M. P. Vieira

Lista B - Novos desafios, novos rumos
http://www.um-novosdesafios.net/
http://um-novosdesafios.blogspot.com/

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

UMA REAL POSSIBILIDADE DE MUDANÇA NAS MÃOS DA ACADEMIA

Em conferência de imprensa, no passado dia 12 de Fevereiro, a Lista B de professores e investigadores (de que faço parte), tornou pública a sua posição de que é "insustentável o adiamento da renovação completa do governo da Universidade", na sequência das eleições de 2 de Março. Preconiza assim um novo ciclo na vida da academia que envolve e renovação de todos os órgãos de governo da UM, incluindo o Reitor. Esta facto constitui uma incontornável linha de fractura que arruma as três listas candidatas ao Conselho Geral da UM em dois campos completamente distintos:

a) de um lado as listas A e C que, por tudo quanto já disseram, entendem que o actual Reitor deve permanecer em funções, quaisquer que sejam os resultados eleitorais e,

b) por outro lado, a lista B que pretende promover o início de um novo ciclo, em que a necessária legitimidade do novo Reitor emergirá da legitimidade democrática no novo Conselho Geral. Porque é ao Conselho Geral que compete eleger o Reitor.

Na recente tomada de posição da lista B dirigida à Academia lê-se:

A UM não pode perder mais tempo para iniciar um novo ciclo. Do actual Reitor, que não se pode recandidatar nem reúne, aparentemente, apoios das listas candidatas ao Conselho Geral, só poderemos esperar que resolva o problema financeiro para pagar o salário ao fim de cada mês a professores e funcionários. Ora, isso é muito pouco e, dadas as actuais relações existentes com a tutela, nem isso estará totalmente garantido.

A separação das águas é agora mais clara do que nunca. A real possibilidade de mudança está nas mãos da Academia.

Uma coisa é a possibilidade legal de o Reitor, por decisão pessoal, poder manter-se em funções. Outra bem diferente é a da legitimidade dessa decisão pessoal perante o interesse geral da Academia, no quadro do novo órgão colegial máximo de direcção da Universidade que é o Conselho Geral.

Lista B - UM NOVO CICLO NA VIDA DA ACADEMIA

[Mensagem distribuída na rede electrónica da UM]

Cara(o) Colega,

Vote na Lista B - Novos Desafios, Novos Rumos. Vote numa lista diferente!

Juntos podemos mudar a UM!

PROPOSTAS DA LISTA B – Novos Desafios, Novos Rumos

O próximo acto eleitoral para o Conselho Geral reveste-se de enorme importância para o futuro da UM. O Conselho Geral deve assumir todas as responsabilidades que lhe estão atribuídas estatutariamente. Tem-se falado muito e de muitas coisas. Mas, de concreto, pouco se tem visto das propostas que são apresentadas à Academia.

A Lista B tem feito um grande esforço para afirmar a sua forma distintiva de assumir a representação do corpo de professores e investigadores. Eis algumas das suas propostas fundamentais e concretas para o futuro governo da UM.

PROPOSTA I – Eleger um novo reitor, sem estar à espera que o actual cumpra até ao fim o seu mandato.

Justificação – A UM não pode perder mais tempo para iniciar um novo ciclo. Do actual Reitor, que não se pode recandidatar nem reúne, aparentemente, apoios das listas candidatas ao Conselho Geral, só poderemos esperar que resolva o problema financeiro para pagar o salário ao fim de cada mês a professores e funcionários. Ora, isso é muito pouco e, dadas as actuais relações existentes com a tutela, nem isso estará totalmente garantido.

PROPOSTA II – Definir o perfil do novo reitor

Justificação – Não se pode nem deve avançar com nomes para Reitor antes de completar o Conselho Geral com a cooptação de elementos externos. O que importa é definir o que deve ser o novo reitor da UM. Entendemos que deve ser uma pessoa com visão estratégica do futuro da Universidade, mais preocupada em incentivar as unidades orgânicas da UM (escolas, centros de investigação e outras) e em conceder-lhes os meios possíveis para atingir objectivos devidamente integrados numa política da UM do que em controlá-las, sujeitando-as às ordens da Reitoria. Precisamos de um Reitor que saiba coordenar e mobilizar a academia sem ser visto como um Rei (tor).

PROPOSTA III – O Reitor deve vir à Academia e não deve ser a Academia a ir ao Reitor, como sucede agora. Gualtar e Azurém deveriam ter vice-reitores sediados em cada um dos campi.

Justificação: O Reitor não pode estar distante da Academia. Esta não pode, nem deve, estar sempre a correr para o Paço (até parece o Terreiro do Paço!). A permanência de um vice-reitor em Gualtar e outro em Azurém, devidamente coordenados com o Reitor, colocava os Campi em igualdade e proporcionava mais governabilidade e presença, como é necessário.

PROPOSTA IV – O Reitor é importante, mas mais importante é a UM e a sua Academia. As grandes decisões devem ser tomadas pelo Conselho Geral, mas este, antes de decidir, deve consultar os corpos da academia através de meios de fácil utilização.

Justificação: Se o Reitor não é, nem deve ser, o dono da UM (quando o for os membros da academia serão dele súbditos) então a Academia não só deve estar informada (bem informada) como deve emitir opinião sobre as questões que interessam à Universidade, cabendo ao Conselho Geral auscultar regularmente a vontade da Instituição e actuar tendo em devida conta essa auscultação.

PROPOSTA V – A UM deve ter objectivos ambiciosos nos domínios do ensino, da investigação e da prestação de serviços, bem como no da afirmação a nível regional, nacional e internacional. Uma vez definidos, eles devem ser executados. O Reitor deverá, regularmente, prestar contas sobre as metas atingidas nesses domínios perante o Conselho Geral e este deverá prestar contas perante os seus representados (corpos da academia).

Justificação – Sem um plano de actividades, que a UM não tem, não é possível avaliar o que se pretendeu fazer e o que se fez efectivamente.

PROPOSTA VI – A Universidade deve fazer circular a informação sobre os assuntos de interesse de forma clara e a mais completa possível. Deve debater os seus principais problemas de forma aberta. Deve tomar decisões e depois deve executá-las de acordo com a vontade da maioria.

Justificação: A Universidade deve ser uma "escola de democracia" e provar que a democracia permite encontrar as melhores soluções e aumentar a eficácia. Nada pior de que uma Universidade dominada por um grupo de poder que se arvora em intérprete da vontade da UM.

PROPOSTA VII – O diálogo frutuoso dentro do Conselho Geral e não o confronto pelo confronto deve ser o ambiente do Conselho Geral e a Academia deve estar a par do que lá se passa. O Conselho Geral representante dos professores e investigadores, alunos e funcionários deve ter um boletim informativo digitalizado, de fácil leitura.


Justificação: É preciso dar importância aos eleitores e não só no tempo de eleições. Os membros do Conselho Geral são representantes dos corpos da academia e não donos deles.

Saudações académicas

José M. P. Vieira

Lista B - Novos desafios, novos rumos

http://www.um-novosdesafios.net/
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quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

COINCIDÊNCIAS ELEITORAIS!

Caros colegas Professores e Investigadores,

O último texto da lista C (11/02/09) tem alguns aspectos curiosos de aggiornamento de linguagem e discurso, para efeitos eleitorais, que importa registar. A título de exemplo chamamos especial atenção para o seguinte excerto:

O movimento uma universidade com futuro! está convicto de que a gestão dos campi e restantes estruturas da Universidade do Minho deve seguir uma orientação de respeito pelo meio ambiente e de sustentabilidade ecológica, sendo exemplo de boas práticas neste domínio. Este entendimento deverá estar presente na criação de novos espaços físicos da Universidade e na implementação gradual de adaptações nos já existentes.Desta forma, e ainda pela promoção de práticas respeitadoras do meio ambiente por parte de toda a comunidade académica, existirão ganhos a diferentes níveis e registar-se-ão melhorias significativas no bem-estar de todos.

Agora pedimos ao leitor que compare o que acaba de ler com o seguinte excerto do artigo de José Vieira, intitulado Universidade do Futuro: Espaços e Lugares para Aprendizagem, Inovação e Transferência de Conhecimento, publicado no blogue “Novos Desafios, Novos Rumos" em 23/12/09:

Com o aproveitamento dos meios tecnológicos disponíveis é possível desenhar um campus ambientalmente sustentável baseado em princípios modernos de racionalização de custos, onde os espaços simples e combinados, criados em ambientes naturais com a presença de água, permitam usufruir do convívio com a natureza. O nível ecológico de um campus deve ser um elemento fundamental de análise ao desempenho dos seus espaços e lugares.Cada vez mais, a sustentabilidade e o respeito pelos ecossistemas se impõem como factores determinantes para o sucesso do ensino e da investigação pois contribuem decisivamente para que as pessoas se sintam mais motivadas, mais realizadas e mais felizes. (…) Neste contexto, a questão dos espaços e das instalações universitárias assume relevância especial. A necessidade de implementar formas diferentes de ensino, (…) implica a disponibilidade de espaços lectivos versáteis, polivalentes e flexíveis, o que requer abertura para a alteração, transformação e adaptação de espaços existentes.(…)

Tire o leitor as suas conclusões quanto às coincidências eleitorais. Por nós, resta congratularmo-nos pelo facto da lista C importar para o seu ideário as propostas e ideias que José Vieira apresentou enquanto candidato da Lista B.

(reprodução de comunicado entretanto distribuído universalmente na rede electrónica da UMinho)